Pisando em um terceiro continente: África!!!

Voltando de Paris, passamos um dia em Genebra, de onde no outro dia pegaríamos o avião rumo ao Egito! Genebra não me encantou tanto (além, claro, da vista linda dos Alpes suíços), talvez por ter ficado tão pouco tempo na cidade e ter sido muito corrido, ou já pelo cansaço que confesso que sentia, ou talvez pelo frio!

Em Genebra visitei a sede da ONU e a CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear).

No dia seguinte cedinho embarquei em direção a Hurghada, onde iniciei a minha tão esperada jornada pelo Egito!

Cheguei em Hurghada dia 02 de março, e pelo avião eu já via aquele mar azuuuuuulziiiiiinho, lindo de doer! Que emoção! Não conseguia acreditar que estava prestes a pisar no país que eu desde criança sonhava conhecer!

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Primeiro café da manhã em Hurghada: Maravilhoso!

Nesse primeiro dia eu só descansei, confesso que estava morta! Foi mais uma parada antes de seguir para o Cairo no dia seguinte, e retornaríamos pra Hurghada por último!

No dia seguinte seguimos para o Cairo de ônibus. Chegando lá, que cidade diferente! Todo aquele barulho e confusão típicos não me saem da memória. Logo ao sair do ônibus já vinham, claro, mil taxistas em cima da gente, uma confusão que eu nunca vou esquecer.

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Indo de Hurghada pro Cairo com essa vista incrível do Mar Vermelho!

Ainda pela janela do carro pudemos perceber o quão caótico, velho, sujo, pobre, e cheia de histórias e cultura o Cairo é! A capital do Egito é enorme e tem cerca de 20 milhões de habitantes em sua região metropolitana. Com tanta gente assim, acho que já dá pra imaginar que a coisa é meio caótica, né? Meio não, totalmente caótica!

Nós contratamos um guia chamado Sherif, que fala muito bem português, e foi a melhor coisa que fizemos. A viagem foi incrível graças a ele! No Cairo visitamos

Saqqara

Entrada 60 L.E. (± R$18,00)

O primeiro local que visitamos foi a Necrópole de Saqqara, onde se encontram diversas estruturas funerárias que abrigam desde nobres e faraós até seus funcionários que viveram entre os anos 3.000 a.C. e 950 d.C.

Aqui se encontram as primeiras pirâmides construídas no Antigo Egito, entre elas a mais famosa é a pirâmide de Djoser, conhecida também como pirâmide de degraus ou escalonada.

Diferentemente, das pirâmides de Giza que são lisas, as paredes das tumbas de Saqqara são repletas de desenhos e inscrições que descrevem, com grande riqueza de detalhes, a rotina do antigo Egito.

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Pirâmide de degraus em Saqqara
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Complexo funerário de Djoser, rei da III dinastia egípcia, com a sua conhecida pirâmide de degraus

A pirâmide de Titi parece apenas um amontoado de terra, mas, internamente, é uma das mais bonitas e bem preservadas de todo o Egito. Também é possível entrar na pirâmide. Pra isso é preciso descer uma escadaria e atravessar um corredor, praticamente agachados. Lá embaixo, algumas paredes também são todas “decoradas”, mas, de uma maneira geral, não tem muito a ser visto não. Mas vale a descida pela sensação de estar dentro de uma pirâmide!

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Pirâmide de Titi

Tá achando que é moleza entrar numa pirâmide?

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Dentro da pirâmide de Titi

Pirâmides de Gizé

Entrada 60 L.E. (± R$18,00)

Um dos momentos mais esperados de toda viagem ao Egito é estar cara a cara com as grandes pirâmides de Giza (ou Gizé), um dos mais interessantes e importes complexos funerários do antigo Egito. O famoso trio de pirâmides foi erguido ao longo de 3 gerações a mando dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, respectivamente pai, filho e neto.

A visita às pirâmides, a única das 7 maravilhas do mundo moderno que ainda resta, é realmente  algo emocionante e indescritível! Eu fiquei encantada, achei aquilo tudo tão surreal que às vezes até fico na dúvida se realmente estive lá! Rs

Sei lá, fiquei com a sensação de ter ficado pouquíssimo tempo, mesmo tendo ficado umas boas horas. Mas acho que estava mais preocupada em não cair do camelo do que tudo! (Que nervoso de subir nesse bicho! Ele era tão gigante! Jurei que ia me espatifar no chão, haha).

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Esfinge de Gizé

Mesquita de Muhammad Ali

Entrada 50 L.E. (± R$15,00)

A Mesquita de Muhammad Ali foi construída entre 1830 e 1857 – super novinha se tratando do Egito – dentro da Citadela de Salah Al-Din e no alto da colina de Ali-Mokattam, o que proporciona uma bela vista da cidade. Também conhecida como “Mesquita de Alabastro” (por ser revestida por essa pedra), a Mesquita de Muhammad Ali tem mais de 80 metros de altura e é super fotogênica! Para entrar na Mesquita é necessário tirar os sapatos. Você pode optar por andar descalço ou comprar um daqueles saquinhos de TNT, vendido na porta por 1 dólar. Além disso, as mulheres devem estar com pernas, ombros e braços devidamente tampados.

O interior da Mesquita é liiindo e dá vontade de ficar ali, horas só observando tudo, os enormes lustres, os tapetes ainda originais e todo o interior ricamente decorado. E, logo na entrada principal, está o túmulo de Muhammad Ali, em mármore branco.

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Mesquita de Muhammad Ali
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Interior da mesquita de Muhammad Ali: Lindo demais!

Museu Egípcio do Cairo

Entrada 60 L.E. (± R$18,00)

A entrada para a Sala das Múmias é paga à parte 100 L.E (± R$30,00)

O museu é uma coisa sem explicação! São tanto tesouros, tantas peças, tantas riquezas e tanto desleixo que chega a dar dó. É coisa demais pra espaço e organização de menos… como tudo no Cairo! Ainda assim, é um dos mais fantásticos museus do mundo inteiro! Vale muitíssimo a pena a visita! E prepare-se para gastar horas lá dentro, especialmente se estiver com um guia para te contar as histórias das principais peças e te levar aos principais locais, porque, convenhamos é praticamente impossível ver tudo detalhadamente.

Infelizmente, não é permitido tirar fotos no interior do museu. Você terá que deixar sua máquina fotográfica num guarda volumes, próximo ao portão de entrada.

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Museu Egípcio do Cairo

Depois do Cairo, seguimos de trem para Luxor! E que viagem longa. Luxor é a Disneylândia dos apaixonados por história e está localizada há 670 km ao sul do Cairo, sobre a antiga Tebas, a rica capital do império egípcio. Dividida pelo rio Nilo entre a cidade dos vivos e a cidade dos mortos, Luxor guarda os maiores mistérios do apogeu desta civilização. Suas tumbas, templos, monumentos e estátuas são o testemunho das grandiosas conquistas do homem antigo, que começaram a ser erguidas no ano de 2100 a.C.!

Infelizmente eu passei mal no nosso primeiro dia em Luxor, mas faz parte! Hehe. No segundo e terceiro dia, pude conhecer o Deir El-Bahari e o Vale dos Reis.


Templo de Hatshepsut ou 
Deir-el-Bahari

É o complexo funerário de alguns faraós, dentre eles, Hatchepsut, a rainha que se “transformou” em homem para legitimar seu reinado como tal.  Hatchepsut foi uma grande esposa real, regente e rainha-faraó do Antigo Egito, sendo a primeira mulher faraó do Egito. Nem preciso dizer que amei esse lugar, ainda mais por sua história. Girl power! Haha. As obras tiveram início no ano de 2050 a.C e além do moderno design em terraços com aproveitamento da bela falésia, possui baixos-relevos que contam a história da vida de Hatchepsut, incluindo uma expedição à Somália. Dizem que Hatchepsut foi assassinada pelo seu enteado, que depois da sua morte mandou apagar todas as imagens dela dos templos!

Em 1998, 60 turistas foram mortos num ataque terrorista ao local. Depois deste triste episódio, o policiamento foi fortemente aumentado e agora, o maior inimigo dos turistas que o visitam, é mesmo o sol.

Vale dos Reis

Após inúmeros saques nas tumbas reais (já era inclusive tido como profissão na época), o faraó Tutmósis decidiu no século XIII a. C construir sua tumba de maneira escondida, evitando que sua paz eterna fosse incomodada pelos saqueadores. Desta maneira surgiu o Vale dos Reis, que desde então passou a guardar em tumbas subterrâneas as múmias dos faraós e toda a sua riqueza. Apesar disto, todas elas foram saqueadas algum dia ao longo da história, exceto a de Tutankamon, que foi encontrada intacta no século XVIII pelo arqueólogo Howard Carter. Ainda hoje acredita-se que existem tumbas não exploradas e por este motivo o trabalho de escavação é contínuo. Ao todo já foram levantadas quase 150 tumbas, que vão desde uma única câmara até complexos subterrâneos de 120 câmaras. Em geral as paredes são decoradas com afrescos que contam a história da vida do faraó, desde o nascimento até (e após) a morte. Em 1979, o vale, junto com toda a necrópole, se tornou um Patrimônio Mundial da UNESCO. Exploração, escavação e conservação continuam no vale, como também o turismo.

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Entrada do Vale dos Reis

Colossos de Mêmnon

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Os Colossos de Mêmnon são duas estátuas enormes de pedra localizadas na margem oeste do rio Nilo, em frente à moderna cidade de Luxor, no Egito. As estátuas são incrivelmente altas, possuem cerca de 18 metros de puro quartzito. Eles representam o faraó Amenhotep III, que reinou o Egito antigo cerca de 3.400 anos atrás.

As estátuas gêmeas permanecem sentadas, com as mãos descansando sobre os joelhos e olhando para o leste em direção ao rio. Eles ficavam no portão de entrada do templo memorial de Amenhotep, construído durante a vida do faraó, onde foi adorado como um Deus.

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Foi o maior templo construído do Egito, embora muito pouco do templo permaneça até hoje. Inundações anuais do Nilo destruíram suas bases até que, finalmente, os faraós decidiram demolir todo o templo e reutilizar os blocos de pedra para outros edifícios. As estátuas foram poupadas, mas ficaram muito arruinadas.

Templo de Hórus

O Templo de Edfu, ou Templo de Hórus, além de ser um dos mais conservados do Egito, está localizado num dos principais pontos de passagem das antigas caravanas. Por ter sido o local de culto do deus Hórus, a cidade ficou conhecida como cidade de Hórus no passado. Mais tarde, na época greco-romana, a cidade passou a ser conhecida como Apollnopolis Magna (a grande cidade de Apollo) depois que os gregos igualaram Hórus à Apollo na mitologia. O Templo esteve durante séculos coberto de areia, por isso o excelente estado.

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E o Deus Falcão Hórus está presente em cada detalhe!

O Templo de Hórus possui impressionantes 36 metros de altura!

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Nos muros estão gravados os rituais, cerimônias e costumes do Egito Antigo

Próxima parada: Hurghada!

Depois de Luxor seguimos para nossa última parada, Hurghada. Ficamos em um resort 5 estrelas simplesmente maravilhoso que se chama Desert Rose Resort, que curou todas as minhas dores no pé de tanto andar nesse Egito de Deus! Hahahaha. Lá pude tomar um banho no Mar Vermelho… E que saudades que eu tava de uma água salgada!

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PRAIA!!!


Dia 13 de março peguei o avião pra Bruxelas, na Bélgica, onde ia continuar minha maratona de 24 dias viajando!

Escrevendo esse post fazendo já 4 meses da minha viagem e faltando apenas praticamente 1 mês pro fim do intercâmbio, que saudade que deu! Bom, a gente só sente saudade do que foi bom, né? Muito feliz por ter realizado esse sonho da Juliana lá de trás no ginásio quando estudava sobre os Deuses do Egito!

24 dias, 5 países: Paris

Viajar é a única coisa que você compra e que te deixa mais rico.

Já ouvi muito essa frase por aí, mas agora ela faz sentido pra mim.

Dia 24 de fevereiro saí de Budapeste em busca da minha viagem dos sonhos que passaria por 5 países (França, Suíça, Egito, Bélgica e Irlanda)… Finalmente, o Egito me esperava!!!

Essa foi a viagem mais longa da minha vida. E acho que vai ser difícil superar, viu. Foram exatamente 24 dias longe da minha caminha linda em Budapeste. E pra ser sincera, senti MUITA falta da minha cidade do coração – Sofrendo antecipadamente em ter que voltar pro Brasil.. 😢

Enfim. Meu primeiro destino foi PARIS! Foram 5 dias na cidade da luz. Coisa linda!
Paris é daquelas cidades que te convidam a passar um dia, uma semana, férias de um mês, ou quem sabe um ano sabático estudando gastronomia ou história da arte. Realmente há muito o que fazer, mas se você só tem 5 dias na cidade, já é o suficiente para conhecer alguns dos seus principais pontos turísticos, vivendo um pouco o dia a dia dos franceses.

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Logo no primeiro dia, de manhã, fui conhecer o Museu do Louvre (segunda, quinta, sábado e domingo  9/18h, quarta e sexta  9/22h, fecha às terças, metrô Palais Royal Museé du Louvre). É verdade que num período de 3 ou 4 horas você não conseguirá ver nem metade do museu detalhadamente, mas é suficiente para conhecer as principais atrações. Alem disso, Paris espera por você do lado de fora, não é mesmo?

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Mona avec moi
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Mona Lisa: Uma maratona em meio a um mar de turistas pra conseguir chegar pertinho da obra!

 

Top 10 do Louvre:

1- Monalisa, de Leonardo da Vinci

2- Venus de Milo, estátua grega de aprox 100 a.C.

3- Vitória de Samotrácia, estátua grega de aprox 190 a.C

4- Múmias e sarcófagos na seção Egípcia, Ala Denon

5- Esculturas na seção Etrusca e romana, ala denon

6- As Pirâmides de vidro (do lado de fora) e a pirâmide invertida (dentro)

7- A Coroação de Napoleão, quadro de Jacques-Louis David

8- A Virgem dos Rochedos, quadro de Leonardo da Vinci

9- Psiquê revivida pelo beijo de Eros, escultura em mámore de Antonio Canova de aprox 1787

10- O Escravo Moribundo, escultura de Michelangelo de aprox 1516

E chegou a hora da Torre mais famosa do mundo: Você vai chegando pertinho dela, a famosa Torre que era pra ser temporária, construída para a Exposição Mundial de 1889 e que acabou ficando e se tornando o símbolo da cidade. Eu nem imaginava que a torre em si fosse tão bonita, o trabalho em metal é cheio de detalhes ornamentais, e vê-la de perto foi muito emocionante. Na hora de ir embora, não esqueça de se afastar da Torre para apreciá-la acesa, à noite. Fiquei assistindo boquiaberta.

 

Montmartre, um dos bairros mais charmosos de Paris

A região de Montmartre, imortalizada pelo filme da Amélie Poulain, que fica ao norte de Paris, no bairro 18, é uma das regiões mais bucólicas e charmosas da cidade por causa de suas ruazinhas arborizadas, seus pintores de rua, seus cafés e cabarés. Além disso, como fica no alto de uma colina, oferece uma das mais lindas vistas da cidade.

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As charmosas ruelas arborizadas de Montmartre
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O Moulin Rouge, um dos mais tradicionais cabarés da cidade

 

Em Montmartre fica também a famosa igreja Sacré-Coeur.

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A igreja de Sacré-Coeur

Geralmente, os turistas do mundo inteiro se limitam a visitar a igreja e  a famosa Place des Tertres, ocupada por pintores de rua que fazem caricaturas dos turistas e retratam a cidade.

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Mas tem muito mais coisa pra ver em Montmartre e você não deve se limitar a este circuito turístico banalizado. (Pude perceber tudo isso com a ajuda de uma brasileira que encontramos que já foi a Paris várias vezes, e que nos mostrou os encantos de Montmartre ❤). Ande  pelas escadas e ruelas do bairro para descobrir o que realmente contribui para que Montmartre seja um dos bairros mais charmosos de Paris.

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Dicas gerais, para lembrar sempre que for a Paris
– Evite comprar o bilhete unitário de metrô, pois o lote com 10 bilhetes sai bem mais em conta (unitário -1,70 euros e 10 bilhetes – 12 euros).
– Guarde o bilhete de metrô usado até sair da estação. Se a fiscalização solicitar o bilhete e você não tiver para exibir, será multado. Atualmente essa multa é de 40 euros.

A próxima curva: Finalmente Disney! 😍😍😍

A Disney de Paris, ou melhor, o Disneyland Paris Resort, é a atração mais visitada de toda a Europa e foi inaugurada em 1992. O complexo possui dois parques temáticos, o Disneyland Park e o Walt Disney Studios. O resort não fica exatamente em Paris, mas 30km ao leste da cidade, em Marne-la-Vallée. A Disneyland Paris é acessível de carro e através da estação de trem  Gare Marne-la-Vallée – Chessy, praticamente dentro do resort. A linha da Disney é a RER-A4 (RER é o metrô suburbano de Paris).

Quem pensa na Disney lembra obviamente de Orlando e da Califórnia, mas muitos esquecem que existe um Parque Disney na Europa e que fica bem na periferia de Paris! Na verdade, são dois Parques: Disneyland Paris e Walt Disney Studios, um do lado do outro, e ambos bem menores que os dos Estados Unidos, mas fazem parte do mesmo grupo Walt Disney Company e tem as principais atrações de seus antecessores. Por isso, se já conheceram a Disney nos Estados Unidos, dá perfeitamente para matar as saudades, ou se for a primeira vez, como eu, dá para passar o dia inteiro, se encantar mil vezes e até agradecer por não ter mais coisas para ver, pois em um dia, não dá nem tempo! E também tem aqueles que são da opinião que não há nada como conhecer a Disney com Paris de brinde! Ou vice versa!

Os detalhes do Parque: dizem que a perfeição mora nos detalhes e aqui, detalhes é que não faltam! Vocês vão se encantar pela arquitetura, pelos jardins, jardineiras…Tudo é feito para agradar aos olhos! E oMickey ainda dá as boas vindas…

A organização para aproveitar o Parque!

– Logo na entrada, peguem um mapa para se localizar e entender onde estão os brinquedos que vão interessar a família.

– Vale a pena ficar atento com os horários de algumas atrações, como o local e encontro com os personagens: Mickey, Minnie, Pateta, Ursinho Pooh…todos eles têm horários para aparecerem. As crianças ficam enlouquecidas e fazem fila para beijar os personagens, tirar fotos com eles, pedir autógrafos…

– Fiquem ligados também nos horários da Parada Disney, sendo que a do final do dia, antes de fechar o parque é a mais espetacular!

– Em algumas atrações mais concorridas, existe o sistema do “Fast Pass”: você passa o seu tíquete de entrada em uma máquina na entrada do brinquedo e ela lhe dá um outro tíquete com uma faixa horária para voltar. Assim, você vai aproveitar outros brinquedos, volta mais tarde e passa em uma fila especial naquele trecho horário, evitando assim uma fila maior! Vale a pena.
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Para mais informações:

Disneyland Paris: disneylandparis.com

 

Continua…

 

 

Reflexões de metade do intercâmbio: Você realmente sabe o que é e representa?

E lá se foram 6 meses.

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Esse é o texto que eu mais queria escrever desde o meu primeiro mês aqui. (Detalhe, quando comecei essa frase comecei em inglês involuntariamente. Ótima evolução na língua até o momento… Quando mistura com húngaro então, fica uma coisa linda! Hahaha).

Você sabe o que é e representa no mundo? A ideia de ser um em sete bilhões é tão vaga, e se você não possuir um dom único, é representado por sua nação. Falando em nação, já pararam pra prestar atenção no hino do nosso país? “Terra adorada… Entre outras mil, és tu Brasil, Ó Pátria amada!” Mas como? Reclamamos de tudo, somos os piores do mundo, a grama do vizinho é sempre mais verde e blá blá blá…

Os europeus são bem mais fechados e à primeira vista rudes, pra nós brasileiros. Porém depois que você faz amizade o cenário muda muito. Muitas das vezes são até mais solícitos que brasileiros. Espanhóis e italianos são os que mais lembram a nossa cultura.
Europeus são mais práticos, diretos e pontuais. Já nós somos mais flexíveis. Ambos lados tem pontos positivos e negativos.
Não fazem tantos rodeios também. Se não querem dizem que não e se querem, sim. Nós em geral optamos pelo “talvez”, “não sei” ou o “vou pensar”.

Aqui se pode assoar o nariz em qualquer lugar. QUALQUER LUGAR mesmo! Na mesa de jantar, numa cerimônia solene na universidade ou numa sala de aula silenciosa (And I think that’s beautiful ❤). Aquele som alto não incomoda ninguém. Já por outro lado é rude ficar “fungando” o nariz, alguns ficam até bem irritados. Pra quem tem rinite alérgica como eu é simplesmente maravilhoso. Acho que o sentimento que tive quando descobri isso foi como o das mulheres da década de 70 nos EUA que queimaram sutiãs… Livre! Livre! Hahaha

Budapeste, capital da Hungria e uma das cidades mais visitadas do Leste Europeu, tanto por jovens que buscam conhecer a cidade e sua noite como por pessoas mais velhas que vêm apenas para aproveitar os “Sightseeings” e também os restaurantes e pubs maravilhosos. Nesses 6 meses tive a oportunidade de encontrar e conversar com pessoas dos mais variados cantos do mundo, e com o auxílio da universal língua inglesa conheci muitas histórias e sotaques diferentes. É fascinante!

Geralmente, essas conversas começam com um Oi, tudo bem, por que está por aqui, etc… Mas uma das primeiras perguntas, de lei, sempre é: “Where are you from?” . O melhor dessa pergunta, é que você já anseia que a pessoa pergunte um “And you?” para poder falar com aquele sorriso na cara: Brasil! E a reação é unânime ao ouvir essa palavra mágica; Sorrisos seguidos de “Woowwww Brazil!!!!!!!” e alguns comentários ou encenações depois. Uns cantam Ai se eu te pego, outros Gustavo Lima, muitos falam de Ronaldo, Ronaldinho e Neymar, e os mais informados perguntam sobre os atuais problemas políticos. E claro, todo mundo deseja passar um carnaval na nossa terra!

Aí é que se encontra o X da questão: Independente da conduta de nossos políticos, do amadorismo que comanda boa parte das coisas, temos o bem mais valioso do mundo: O povo. Sim, acho que somos os mais amados do mundo, e abaixo conto o porque de chegar a essa conclusão em tão pouco tempo.

Sinceramente, eu sei que ainda terei contato com muitas outras nacionalidades e com todo tipo de pessoa, mas já estou assimilando a mensagem deles: Somos o povo mais feliz, divertido, admirado em alguns pontos e sempre tentamos ver o lado positivo de tudo. Após perceber isso, é impossível não colocar um sorriso no rosto e ter o maior orgulho do mundo de falar que venho do Brasil.

Brasileiros no geral sofrem da “síndrome do patinho feio” em que tudo que é de fora é melhor. Nosso país é um continente que fala a mesma língua, com tanta riqueza cultural, belezas naturais e um povo acolhedor! 💚💛
Temos problemas? Claro! Contudo devemos lutar para melhorar (e justificar crise pra tudo não vale).

– Szia!

O alto preço de viver longe de casa

“Voar: a eterna inveja e frustração que o homem carrega no peito a cada vez que vê um pássaro no céu. Aprendemos a fazer um milhão de coisas, mas voar… Voar a vida não deixou. Talvez por saber que nós, humanos, aprendemos a pertencer demais aos lugares e às pessoas. E que, neste caso, poder voar nos causaria crises difíceis de suportar, entre a tentação de ir e a necessidade de ficar.

A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente divido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.

E começamos a viver um roteiro clássico: deitar na cama, pensar nos quilômetros de distância, pensar nas pessoas amadas, no que eles estão fazendo sem você, nos risos que você não riu, nos perrengues que você não estava lá para ajudar. É tentar, sem sucesso, conter um chorinho de canto e suspirar sabendo que é o único responsável pela própria escolha. No dia seguinte, ao acordar, já está tudo bem, a vida escolhida volta a fazer sentido. Mas você sabe que outras noites dessas virão.

Mas será que a gente aprende? A ficar doente sem colo, a sentir o cheiro da comida com os olhos, a transformar apartamentos vazios na nossa casa, transformar colegas em amigos, dores em resistência, saudades cortantes em faltas corriqueiras?

Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do WhatsApp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?

O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas nós, que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado.” – Ruth Manus

Aos amigos que viraram família e fizeram desse fim de ano inesquecível e aconchegante: O meu eterno obrigada.

Boldog Új Évet!!!

I dreamed a dream

Capítulo 1 – O menino que sobreviveu ⠀
⠀⠀ ⠀⠀ ⠀
-Boa sorte, Harry – murmurou ele. Girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu. ⠀ ⠀
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Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da rua dos Alfeneiros, silenciosa e quieta sob o negro do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. ⠀
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Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar. Sua mãozinha agarrou a carta ao lado mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, sem saber que iria acordar dentro de poucas horas com o grito da Sra. Dursley ao abrir a porta da frente para pôr as garrafas de leite do lado de fora, nem que passaria as próximas semanas levando cutucadas e beliscões do primo Duda… ele não podia saber que, neste mesmo instante, haviam pessoas se reunindo em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas: ⠀
⠀⠀ ⠀⠀ ⠀
-A Harry Potter: O menino que sobreviveu! ⠀⠀ ⠀

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Prometo não fazer desse post totalmente sobre Harry Potter, mas não posso mentir que será pelo menos uns 80%. Quem me conhece a vida inteira sabe do que eu to falando. Pra quem tá me conhecendo agora, talvez seja um pouquinho difícil de explicar… ou talvez difícil de entender. Sim. Eu cresci nesse mundo, que uma das minhas pessoas favoritas – a JK Rowling – criou. E que faz parte de mim há pelo menos 14 anos.

Londres sempre esteve em um pedestal pra mim. Sempre foi mais que simplesmente o famoso Big Ben, a cabine telefônica vermelha ou a London Eye. Como eu sonhei em conhecer, e em alguns (tá, vários) momentos em morar naquele lugar que eu conhecia somente por livros e filmes. Desde o começo, eu sempre associei Harry Potter a Londres e, mesmo agora, depois da minha visita, continuo o fazendo mesmo que involuntariamente, e ainda mais intensamente.

Estar em Londres foi poder ver com meus próprios olhos alguns dos lugares que a JK Rowling frequentava e que a inspiraram na criação desse mundo que eu tanto amo, e andar por essas ruazinhas de Londres me dava a impressão de que eu já conhecia aquele lugar, que era tão familiar pra mim.

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Em uma parte do walking tour, o guia (que eu já considerei pakas quando a primeira coisa a mencionar foi: “Alguém aqui gosta de Harry Potter?” EU EU EU!!!!!) nos levou a um beco em que a JK Rowling se inspirou para criar a “Travessa do Tranco”, ou originalmente a Knockturn Alley, que fica no Beco Diagonal e é onde se encontram lojas que se dedicam às Artes das Trevas, como a Borgin & Burke. E logo ao lado dessa rua, nosso guia apontou para um lugar em que a JK Rowling teria dito ser uma de suas ruas preferidas em Londres – O que coincidentemente serviu de inspiração para um set do Beco Diagonal nos filmes. Eu fiquei tão encantada com tudo aquilo, pra mim era tudo muito real.

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Rua que serviu de inspiração pra Travessa do Tranco

Fiquei meio louca em Londres, porque era MUITA coisa que eu queria ver e fazer em tão pouco tempo (fui dia 03 de dezembro, e meu voo de volta já era dia 6, no domingo, pela manhã). Então aqui vão algumas dicas pra quem tá planejando ir, e tentar aproveitar ao máximo o tempo da viagem.

1) Adquira um Oyster Card

O melhor amigo de quem vai a Londres é o Oyster Card. Além de ajudá-lo a economizar umas librinhas no transporte público (a passagem é mais barata para os usuários do cartão), ele dá desconto em meios de transporte alternativos – e ainda por cima agiliza, e muito, sua vida lá. Já pensou ter que comprar passagem toda vez que for andar de metrô/ônibus/trem? Tá louco, é muita perda de tempo).

O Oyster custa 5 libras (que podem ser devolvidas quando você não for mais utilizar o cartão, é só ir em uma das máquinas e trocar) e pode ser adquirido nas estações de metrô, em algumas lojinhas autorizadas ou pela internet (aqui). A carinha dele é essa, ó:

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2) Não se prenda demais aos roteiros

Ter um planejamento dos seus dias em Londres é essencial para aproveitar bem tudo que a cidade tem a oferecer. Porém, contudo, entretanto, você pode deixar de aproveitar surpresas encantadoras se SÓ fizer o que está no seu roteiro.

Por mais que você tenha pesquisado muito antes de ir, que tenha lido todos os excelentes blogs sobre Londres, tenha uma coisa em mente: é impossível conhecer TUDO sobre esta cidade, mas se você se soltar um pouquinho dos roteiros pode conhecer mais do que poderia sonhar, e ainda pode se surpreender…

Minha dica nesse sentido é: vai ver o Big Ben? Ok, mas não veja só ele “por ali”. Ah, e vá além do combo Big Ben + London Eye + Westminster Abbey, também. Ande pela região, mas ande mesmo; ande muito. Acredite, voltei com os pés doendo como nunca doeram na vida! E não me arrependo de nenhum segundinho. Dê uma olhadinha em um mapa desses de rua (tem vários espalhados pelo centro!), escolha um lado e simplesmente vá andando para descobrir novas ruas, parques, igrejas… coisas bonitas. Vai valer a pena. Você vai ver!

Ah, outra coisa: também é bacana curtir a cidade em diferentes momentos do dia. Manhã, tarde e noite apresentam Londres completamente diferente. Por isso, bata perna de cedinho até de noitão. Você vai ver como é incrível a diferença de “clima” em um mesmo lugar simplesmente com o cair do dia…

3) Determine sua agenda do dia com a ajuda de um mapa

Enquanto estamos planejando uma viagem é normal que anotemos uma dica de uma atração aqui, outra ali, mais uma acolá e no fim “espalhe” tudo entre os dias que se tem para curtir aquele destino. Só que nessa, às vezes não nos damos conta de que pode ser que a atração “A”, que você viu no blog “1” e programou visitar no primeiro dia da viagem na real está quase colaaaada com a atração “B”, que você viu no blog “2” e que planeja conhecer no segundo dia da viagem. E aí você perde tempo e até mesmo perde a chance de explorar melhor uma região bem bacana da cidade.

O que eu quero dizer com isso é simples: Tenha um mapa em mãos na hora de definir sua programação em Londres (e também na hora de rodar por lá). Você vai entender, por exemplo, que em um único dia dá para curtir Big Ben, London Eye, Westminster Abbey e ir a pé até Trafalgar Square, Leicester Square, Covent Garden, etc. etc. etc. – Isso se você estiver disposto a acordar cedo e bater perna o dia todo, claro.

Quando além do mapa você tem um GPS (no celular ou no tablet) a vida fica ainda mais fácil. Você consegue elaborar uma rota bacaninha e programar seus passos antes de sair pra rua (Foi o que me ajudou bastante, principalmente na minha ida à Abbey Road).

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Metrô da Inglaterra

Mas, ó, nunca se esqueça da dica 2: não se prenda demais aos roteiros. Mesmo que esteja tudo planejadinho, vez ou outra fuja da rota, entre em uma rua que parece legal, aventure-se em um restaurantezinho que chamou sua atenção e curta Londres da SUA maneira. Aliás, essa é a dica 4…

4) Não faça o que os outros querem, faça o que VOCÊ quer

Odeia museus, mas todo mundo diz que teeeem que conhecer o British Museum enquanto estiver em Londres? Não vá. Você vai achar um porre e vai ter perdido um precioso tempo.

Tem pavor de roda gigante, mas todo mundo diz que a London Eye vale a pena, porque mostra uma vista linda da cidade? Não vá, você vai ficar irritado. Mas se quiser ver Londres do alto busque alternativas que tenham mais seu perfil.

Eu, por exemplo, não podia me imaginar em hipótese alguma indo a Londres e não conhecendo a famosa Abbey Road, como fã dos Beatles que sou. Acabei indo no meu último dia lá, sozinha mesmo. Olhei no mapa qual era o melhor meio de chegar lá, que não é tãão no centro da cidade, e fui. Acabou que não peguei a melhor rota, achei que não fosse achar o lugar e tive que andar bastante! Mas não me arrependo nem um pouquinho! Esses são os melhores momentos da sua viagem, quando você acha que algo não vai dar certo e acaba se encontrando. São as melhores experiências que alguém pode ter.

Enfim, faça o roteiro de acordo com os SEUS gostos. Não se importe se depois alguém falar “Credo, mas ele só ficou estirado em gramados de parques em Londres”, ou “Nossa, ela foi pra Londres e só queria saber de rezar, que beata”. Se você fez isso e foi feliz lá, ponto pra você, ora bolas. 🙂

Claro claro que dar uma espiadinha no Big Ben (nem que seja por cinco segundos) e no Buckingham Palace é meio que obrigação, mas você não precisa pagar pra entrar se não quiser, então não será perda de tempo. Garanto.

Voltando ao assunto inicial… (Risos). Estava contando os dias pra que esse bendito dia 04 de dezembro chegasse e eu finalmente pudesse conhecer toda a real magia por trás dos filmes que deram vida à minha saga favorita.

Pra ir ao estúdio da Warner Bros, você precisa comprar o ingresso no site, que custa 33 libras (Ouch! Mas sinceramente, achei que fosse ser mais caro. E pra quem gosta, nem preciso dizer que vale cada penny… Rs).
Quando você compra o ingresso, você precisa agendar a data da sua visita e também o horário. No meu caso, peguei o horário mais cedo que tinha, pra poder ficar o máximo de tempo que eu pudesse lá dentro (a partir do momento que você entra, você pode ficar até o estúdio fechar). Resumindo, entrei 11h30 da manhã e saí às 20h da noite. Can’t help myself.

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Passei um tempo considerável tentando transformar em palavras o que eu senti dentro daquele lugar. Previsivelmente, não consegui. É algo que vai ficar somente dentro de mim, pra sempre. Não consigo descrever o quanto me sinto abençoada por ter tido essa oportunidade… Pode parecer clichê, mas sinceramente, eu não tinha muitas esperanças de que um dia viria a chegar tão perto de algo assim. E apesar de ter tentado aproveitar, registrar na lembrança e em fotografias, o sentimento que eu tive ao ir embora era uma mistura de êxtase e felicidade com um certo vazio… Uma parte de mim tinha a sensação de que eu não vi tudo tão cuidadosamente ou não aproveitei tudo que podia aproveitar. Mas essa é a sensação que a gente tem ao fazer algo que queria tanto, né? Suponho que sim.

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Visivelmente não afetada
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Nasci pra ser Hermione.

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Andando pelo estúdio e vendo o quanto era trabalhoso e quantas pessoas estavam envolvidas na criação de cada um dos oito filmes, me vi relembrando, que quando criança, ao sair do cinema em um dia de estreia de algum dos filmes, aquele sentimento de tristeza tomava conta de mim, e me pegava sempre questionando o por que de demorarem tanto pra lançar o próximo filme. Por que será que aqueles caras gostavam de me torturar tanto?!?! Rs. A gente realmente não imagina o trabalho que é tudo aquilo. E, comentando com a Carlie, uma menina australiana, que como eu, veio de tão longe pra chegar mais perto do que tanto gosta, (o legal é que você encontra e acaba conhecendo várias pessoas com quem pode conversar e debater sobre os assuntos que você gosta, e isso foi uma das minhas coisas favoritas sobre esse dia!) acabou confessando que sentia o mesmo que eu.


E continuamos assim, nos encantando com aquele lugar, que termina com a construção que me maravilhou completamente: Hogwarts. Na sala anterior, vimos toda a arquitetura, os desenhos, maquetes de todos os lugares do castelo. Ficamos de boca aberta com tudo aquilo e com todo aquele trabalho. Aí quando passamos pra próxima sala… foi um choque! Ela tava lá! Linda, linda demais!!!

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Ficamos uns minutos boquiabertas sem acreditar em tamanha perfeição… E mais uma vez (pela 1053, ou 1054, não me lembro ao certo), me emocionei. E a música que tocava, como comentamos uma com a outra, parecia querer aquilo mesmo, fazer com que a gente não conseguisse parar de chorar.

Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos. ~ Mischief managed.

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E finalmente… A primeira neve!

Ah…. como é gostosa a sensação de primeira vez! Como eu tava ansiosa pra ver essa bendita neve, tocar, rolar, fazer boneco, fazer anjinho e tudo o que eu tinha direito! E enfim, no dia 29 de novembro tudo isso aconteceu. E foi mil vezes melhor do que eu imaginava que seria.

Em Budapeste por enquanto só rolou uma nevinha de nada, nada demais. Mas, minha professora muito fofa de húngaro me indicou um lugar no interior da Hungria onde fica a Kékes, montanha mais alta do país, no condado de Heves e 1014 metros acima do mar! E é claro que eu tive que ir conferir! Acordei cedo em um sábado congelante feliz da vida e fui, sem saber ao certo o que estava me esperando lá… Nunca tinha ouvido falar nessa cidade.

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Quanto mais o ônibus ia subindo, mais neve eu via. Parecia uma criança, com o rosto grudado na janela, sem acreditar no que eu tava vendo! Essa sensação louca de que aquilo não é de verdade que demora a passar… e você fica em um constante êxtase.

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De longe, posso dizer que foi o meu melhor dia aqui nesse país que eu já amo tanto, e que tem me proporcionado momentos inesquecíveis.

Por um minuto me vi comparando o sentimento que foi quando me deparei com essa linda imensidão branca a uma pessoa que vê o mar pela primeira vez, por exemplo. Me senti uma criança, experimentando o seu primeiro brinquedo.

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Apesar da saudade que eu já sinto do Brasil e da minha casinha, só o pensamento de ter que deixar a Hungria já me traz um aperto no peito. Mas logo o afasto e tento viver cada dia aqui como se fosse o último, e com certeza vou carregar pra sempre o peso de tantas memórias maravilhosas.

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Apresento-lhes o Jack, meu primeiro boneco de neve!

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Terminei o dia congelada, cansada e SUPER feliz!

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Um dia em Bratislava, a capital da Eslováquia

E… finalmente passada a tão temida prova de obstetrícia, a qual estamos aprovadas (🙌), minha roommate e eu resolvemos de um dia pro outro ir pra Eslováquia, um país do leste europeu que faz fronteira com a Hungria.

Bratislava é a capital da Eslováquia e ainda é muito pouco conhecida turisticamente, principalmente pelos brasileiros. Depois da queda do comunismo nos países vizinhos, os residentes da antiga Tchecoslováquia saíram às ruas pedindo o desmembramento deste país e, amigavelmente o país foi dividido em dois: República Tcheca, cuja capital é a belíssima Praga, e Eslováquia, cuja capital é Bratislava. E isto aconteceu num passado muito recente, em 1993.

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Por causa de sua localização, é muito fácil conhecer a Eslováquia, e a sua capital fica a 3 horas de trem ou ônibus de Budapeste. No nosso caso, fomos de ônibus, a opção mais barata. Como Bratislava é pequena, é possível fazer um bate e volta, já que a viagem é rápida e consegue-se facilmente conhecê-la em um dia. Assim, acabamos economizando em hostel, e na minha opinião foi a melhor coisa que eu fiz. O país adotou o euro como moeda, o que facilita bastante a vida dos turistas.

Chegamos a Bratislava em um dia muito nublado de fim de outono, aqueles dias que quando estamos em casa preferimos ficar debaixo das cobertas assistindo a um filme. Mas demos uma sorte grande, pois apesar do frio, não teve chuva.

O centro histórico da cidade – conhecido como Staré Město – é o coração da capital eslovaca e, apesar de pequeno, é o lugar com a maior densidade populacional da capital. No local há muitas lojas, bares, restaurantes, construções medievais, igrejas e artistas de rua. Bratislava é um grande exemplo de que “tamanho não é documento!”. Nessa época as cidades da Europa montam seus “Christmas markets”, o que deixa as praças ainda mais bonitas com toda a decoração natalina que eu amo!

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Bratislavský hrad  – Castelo de Bratislava

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Um dos maiores símbolos da cidade, essa construção de formato retangular e construída no século X fica no alto de uma colina, de onde se tem uma bela vista da cidade e do rio Danúbio.

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No século XVI, Bratislava se tornou a cidade oficial da coroação dos reis húngaros e o castelo passou a ser sua residência. Já em 1811, o castelo foi destruído por um incêndio, ficando em ruínas. Somente em 1956 iniciaram a sua reconstrução, que acabou em 1968.

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Vista do Danúbio de cima do castelo

O castelo é tão grande que, para conseguir uma foto do prédio inteiro, é preciso estar em algum local muito distante, de preferência na outra margem do rio. (Como de praxe, consegui me perder no castelo. Minha marca registrada, só pode. Hahaha)

Katedrála Svätého Martina – Catedral de São Martinho

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Local de coroação de Reis da Hungria entre 1563 e 1830, essa construção do século XII é uma das igrejas mais antigas da capital.

Michalská Brána – Porta de Miguel

Bratislava era rodeada de fortificações medievais e hoje em dia essa é única porta medieval preservada da cidade e um dos poucos resquícios de construções dessa época. Ali fica o marco zero da Eslováquia, ou seja, mostra todas as principais distancias no país e entre os países europeus com a Eslováquia.

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Essa construção foi erguida aproximadamente em 1300 e abriga em sua torre o museu de fortificação medieval e de armas. É impossível passear pelo centro de Bratislava sem passar pela famosa e histórica porta.

Nový most – Ponte nova

Originalmente conhecida como ponte da resistência nacional eslovaca, essa ponte teve seu nome modificado em 1993, quando passou a se chamar ponte nova.

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Essa ponte atravessa o rio Danúbio e chama atenção, porque em uma das suas extremidades fica uma torre com um luxuoso restaurante giratório, uma estação de rádio e uma plataforma de observação, que mais parece um OVNI e por causa do formato de um disco voador foi apelidado de “UFO”. Do alto da torre é possível ter uma vista privilegiada da cidade e pode ter acesso ao local tanto quem vai ao restaurante quanto visitantes.

Estátuas de Bratislava

Fique de olho nas estátuas espalhadas por ali – bem diferentes do que estamos acostumados a ver em cidades europeias, parecem interagir com as pessoas. Fiz uma breve pesquisa e descobri que essas estátuas viraram uma espécie de atração turística, e bastante gente não vai embora de Bratislava sem tirar foto com todas elas!

Você pode se bater, por exemplo, com um personagem conhecido do século XX chamado Schöne Náci, que andava pelas ruas da cidade falando gracinhas para as mulheres.

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Schöne Náci

Tenha também muito cuidado para não tropeçar na cabeça de Čumil, um trabalhador saindo do bueiro. Dizem que ele é apenas um homem comum que gosta das saias das moças.

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Comida típica eslovaca no Slovak Pub

Antes de viajar, sempre pesquiso sobre a cultura do local, pontos turísticos e claro, a comida típica! Procurando na internet os melhores locais para experimentar a comida eslovaca, vi uma boa avaliação do restaurante Slovak Pub ou Slovenská Hréma. Colocamos ele na lista, estive lá e agora vou contar como foi!

O Slovak Pub fica no centro histórico e não é difícil chegar lá a pé. A entrada do restaurante é um pouco escondida, principalmente para quem vai durante a noite. Para ter acesso ao restaurante é preciso subir as escadas e na parte superior haverá outra porta.

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O ambiente é climatizado, ou seja, pode estar fazendo o maior frio na cidade, mas dentro do pub é super bem aquecido! O restaurante é todo de madeira, bem rústico e existem milhares de salões, então já da pra imaginar o tamanho do lugar, né?

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Com esses valores nem parece que estamos na Europa!

Agora vamos ao que interessa, a comida. Uma vez na Eslováquia, optei por provar o prato mais tradicional do país, o Bryndzové halušky, que nada mais é do que um nhoque de batata coberto com um molho de queijo de ovelha chamado de Bryndza com pedaços de bacon. O queijo é bem forte, mas pra mim, que sou louca por queijos, uma maravilha! E pra acompanhar a comilança, pedimos cerveja eslovaca, claro!

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Como deu pra ver, a Bratislava é bem compacta e as principais atrações podem ser vistas em apenas um dia, e o melhor de tudo, sem nenhuma pressa!

Oktoberfest 2015: Vamos para a Alemanha! – De novo –

A festa tradicional alemã reune muita cerveja, música e… cerveja!

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Fui pra Oktoberfest dia 3 de outubro. Sinceramente, nunca foi uma vontade enorme minha ir ao mais famoso festival de cerveja do mundo, mas ele acabou me conquistando, e se tornou um dia inesquecível!

O festival tipicamente alemão começa em setembro e vai até o começo de outubro, portanto, é possível aproveitar nem que seja um tiquinho da comemoração. Em Munique, a Oktoberfest conta com apresentações de dança, música, com uma parada de abertura com os senhorios das principais cervejarias participantes da festa. O desfile tem cerca de 40 minutos, saindo da Sonnenstraße-Schwanthalerstraße até o local da festa.

Os dias seguintes são preenchidos com muito música e mais desfiles, com todos, claro, devidamente trajados com as roupas típicas alemãs, mais de 10 tendas de comes e bebes tradicionais, como a da cerveja Paulaner.

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As cervejas de Munique

Durante a Oktoberfest apenas cervejas de Munique podem ser servidas. As marcas distribuídas são: Augustiner Bräu, Hacker-Pschorr Bräu, Löwenbräu, Paulaner Bräu, Spatenbräu e Staatliches Hofbräu München, todas produzidas em Munique e que possuem o Edito da Pureza.

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Hofbräu München

O que é o Edito da Pureza? “Promulgado em 1485, somente para a cidade de Munique, capital da Baviera, o Edito da Pureza foi assinado no dia 23 de abril de 1516, em Ingolstadt e estabelecia que a produção de cerveja em toda a Baviera estava taxativamente vinculada ao uso dos seguintes ingredientes: cevada, lúpulo e água.” Ter o Edito da Pureza comprova a qualidade da cerveja, o uso de ingredientes realmente bons. “No decorrer dos séculos, essas normas foram adotadas por todos os estados alemães.” Atualmente, depois de anos em vigência e com diversas mudanças no preparo, alguns ingredientes usados são o malte de trigo e o açúcar de cana.

Confesso que até eu, que nunca fui muito fã de cerveja, gostei bastante! Ficamos na tenda da HB (Ir na Oktoberfest e sair seco… isso existe. Cerveja só é servida dentro das tendas e pra quem está nas mesas. Pra quem não reserva mesa ou não aparece por lá cedo, tchau weissbier).

Independente da tenda, a caneca é de litro. E além da lei de pureza da cerveja na Baviera, existe mais uma outra específica da Oktoberfest, que proíbe que ela tenha menos de 6% de álcool. Pode tomar só duas ou três: você vai acabar subindo na mesa pra brindar.

É incrível, principalmente no começo da noite, o que tem de gente vomitando, mas poça de vômito nenhuma no chão. Eficiência continua sendo a marca registrada da Alemanha.

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Comidas deliciosas

Prepare-se para experimentar a culinária bávara, um tiro no pé de todas as dietas! Os pratos são bem substanciosos, ricos em sabores e bem calóricos.

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Munique é uma cidade apaixonante que me surpreendeu em muitos sentidos. Uma das experiências mais legais da viagem foi descobrir mais sobre a Oktoberfest, uma tradição que se mantém há mais de 200 anos e que se tornou um grande símbolo cultural da Bavária. Se você sonha em um dia participar do maior festival da Alemanha, aqui vão algumas dicas pra já ir entrando no clima:

1.      A Oktoberfest começa em setembro

O nome não parece deixar dúvidas, mas a verdade é que a maior parte do “festival de outubro” acontece em setembro! Como regra geral, a festa dura 16 dias e termina no primeiro fim de semana de outubro – mas se o primeiro domingo do mês for dia 1º ou 2, daí a festa segue até o dia 03/10, que é feriado nacional na Alemanha. Sempre há alguns dias com programação especial, incluindo desfiles, salva de tiros, concertos e até missa!

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2.      A Oktoberfest é um grande parque de diversões

Eu sempre ouvi falar das tendas de cerveja, mas foi uma surpresa chegar no parque Theresienwiese e me deparar com barraquinhas de doces, brinquedos, roda gigante, trem fantasma… A Oktoberfest acontece em meio a um enorme parque de diversões! Muita gente leva os filhos para curtir o festival e há inclusive “Family days” às terças-feiras, com desconto para crianças nos tickets dos brinquedos.

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3.      Theresienwiese fica no centro e tem metrô

A Oktoberfest recebe mais de 6 milhões de visitantes por ano, mais que 4 vezes a população da cidade de Munique! Eu poderia jurar que um festival dessa dimensão tivesse que ser feito num lugar bem afastado do centro (mais ou menos como a Cidade do Rock durante o Rock in Rio)… mas não! O parque Theresienwiese (pronuncia-se “terrezian-vize”) fica a 25 minutos a pé da Marienplatz, a praça principal do centro de Munique, e o melhor: a estação de metrô Theresienwiese já sai no meio das barracas e tendas! A entrada no parque é grátis, você só paga o que consumir e os tickets para os brinquedos.

4.      As tendas lotam às 11h da manhã

Nos fins de semana do Oktoberfest, as “beer tents” abrem às 9h da manhã e em apenas 2 horas já estão completamente lotadas. Isso não é pouca coisa: São ao todo 14 tendas com lotação média de 5 mil pessoas cada e outras 20 menores com capacidade de 300 a 400 pessoas. Nos dias de semana, as tendas abrem às 10h e ainda há esperança de conseguir um lugar pra sentar até a hora do almoço – aproveite para experimentar os pratos típicos de carne de porco e salsicha, acompanhados de batatas e pretzels! Leve dinheiro vivo e vá preparado para gastar: as canecas de 1 litro de cerveja custam de € 9,10 a € 9,50 e você paga à garçonete na hora (não se deixa para “fechar a conta” no final). O esforço para entrar nas tendas vale a pena, primeiro porque eles não servem quem está de pé, segundo porque é contagiante ver a galera com as roupas típicas subindo nas mesas para cantar e dançar, ouvir a banda tocar e beber cerveja com gente de toda parte do mundo. Super divertido!

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5.      A Oktoberfest de Munique parece uma Festa Junina

Guardadas as devidas proporções, a Oktoberfest de Munique tem várias semelhanças com uma festa de São João… É um festival popular com brincadeiras, barraquinhas de comida, muita bebida e roupas típicas dos fazendeiros da região – os meninos usam Lederhosen (bermuda e suspensório) e chapéu Tirolerhüte, enquanto as meninas usam o Dirndl (aquele vestido com babados no decote e um “avental” sobre a saia). Se você reparar, a música típica também é uma espécie de sertanejo das antigas – letras engraçadas ou de amor, sonoridade meio cafoninha mas todo mundo sabe cantar e se diverte!

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6.    Tudo começou com uma festa de casamento

O primeiro festival foi realizado na ocasião do casamento de Ludwig I, então príncipe da Bavária, e sua noiva Teresa, em 1810. O parque foi o presente de casamento dele para ela, daí o nome Theresienwiese. Para celebrar o casamento real, eles fizeram uma grande festa para todo o povo da Bavária, com direito a corrida de cavalo e outras atrações. Mais de 180 edições depois, a cerveja servida no festival é feita até hoje com a mesma receita original de 1810 – por isso recebe o nome Oktoberfestbier, e é produzida exclusivamente por cervejarias locais.

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Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit!
Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit! 🍻

Outono em Praga

Uma das experiências positivas mais marcantes ao se mudar e viver na Europa é a mudança de estação.  O frio parece ter chegado pra valer. E o tempo está muito úmido.

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A sensação de mudança na natureza traz poesia, carrega a metáfora da transformação e da passagem, e para isso a natureza é mestra. E quando eu digo que as estações constroem os alicerces de experiências fantásticas, é porque dela não se ouve voz de burrices, sendo tão simples, comum e tão fácil de presenciar.

Quando o outono chega os parques ficam realmente lindos, a tonalidade de amarelo-marrom-dourado cria uma atmosfera mágica, e quem tem sensibilidade não sai ileso desta beleza.

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Fomos de ônibus pra República Tcheca, pela empresa Student Agency. Não conhecia ainda, e me surpeendi com o atendimento! Ônibus confortável, com Wi-Fi e….. chocolate quente de graça! Muito amor.

Cheguei em Praga dia 30 de outubro já de noitinha, e demos a sorte do nosso hostel ficar ao lado de um restaurante  ótimo chamado Lior, onde quase choramos de alegria ao saber que a cozinha ainda estava aberta. Gordos.
Comecei bem, com uma carne típica maravilhosa e com uma cerveja tradicional tcheca!

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No dia seguinte, de manhã cedo, iríamos visitar o famoso Castelo de Praga e depois a tão esperada por mim John lennon Wall. Já à tarde decidimos, mais uma vez, entrar no esquema do “Free Walking Tour“, que nunca decepciona! Já falei dele por aqui, mas é sempre bom lembrar. Você escolhe em que língua quer seu guia (a maioria é em inglês, mas também quase sempre tem em espanhol) e no local e hora marcados você se junta ao grupo. A ideia é caminhar pela cidade à pé, onde o guia apresentará os principais pontos da cidade, assim como a história do lugar. O passeio é tranquilo, tem várias paradas e você nem nota o tempo passar. Ao final, você dá aquilo que acha justo, inclusive podendo não pagar nada, se não tiver gostado da caminhada. Como eles dizem: We work for tips!

Como em todas as cidades que já visitei na Europa, o transporte público é facilmente acessível e funciona muito bem! Rapidamente chegamos ao Castelo, apesar de um breve momento em que ficamos perdidos (não pode deixar de acontecer em uma viagem, rs). E não posso deixar de citar a simpatia dos tchecos! Ô povo fofo e simpático! – E quase todo mundo fala inglês, glória! –

Vista da maravilhosa Praga, de cima do castelo
Vista da maravilhosa Praga, de cima do castelo
Catedral de São Vito
Catedral de São Vito
Unidos por uma passagem barata ❤
Unidos por uma passagem barata ❤
Mantendo a segurança da cidade
Mantendo a segurança da cidade

Depois da visita ao Castelo, seguimos pra John Lennon Wall, e passamos por um dos maiores símbolos e um dos principais cartões postais de Praga. A Charles Bridge é uma ponte secular – construída em 1357. Com seus 515 metros de comprimento e 10 de largura, ela foi a única ponte de Praga até o ano de 1841.

Charles Bridge
Charles Bridge

A John Lennon Wall não fica longe, e qualquer um que você pergunte na rua sabe te explicar o caminho. Não posso negar que era o que eu mais estava ansiosa pra conhecer em Praga. Sempre achei linda e nunca poderia imaginar que um dia ali estaria eu, em frente a um monumento tão lindo e importante.

Numa parte nobre de Praga, bem pertinho da ponte que é o maior cartão postal da cidade, a Charles Bridge, fica um muro todo grafitado e colorido que contrasta drasticamente com o estilo do centro histórico: a John Lennon Wall. O primeiro desenho naquela parede surgiu no início da década de 80, quando o comunismo soviético já estava bastante desgastado na antiga Tchecoslováquia e o mundo estava comovido com a morte de John Lennon. Era uma imagem do Beatle-ícone-hippie, o que a polícia comunista logo entendeu como uma forma de protesto e vandalismo. Em pouco tempo o desenho já estava coberto de tinta cinza.

John Lennon Wall
John Lennon Wall

O que a polícia não esperava era que outras pessoas começassem a ir lá e pintar o retrato dele de novo. A cada vez que o governo mandava limpar o muro, um novo desenho de Lennon voltava a aparecer. Artista, hippie, ícone da paz, ele simbolizava a liberdade de expressão que os tchecos há mais de 30 anos já não tinham.

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E logo começaram a se acumular mensagens de resistência ao regime, palavras de paz e esperança. No fim daquela década, quando o Muro de Berlim caiu, em 1989, a República Tcheca teve o fim da ditadura comunista também, mas a Lennon Wall continuou. Mais de 30 anos depois, aquela parede rabiscada ainda está lá, não só como um memorial ao Beatle e seus ideais de paz, mas também como uma manifestação pela liberdade de expressão.

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Como está aberta a intervenções, a Lennon Wall nunca é a mesma em duas fotos – há sempre novas pinturas e rabiscos surgindo na parede. Mas entre vários recadinhos de “Fulano esteve aqui” (daqueles que também aparecem o tempo todo no Muro de Berlim) ainda se vê o rosto de John Lennon em algum canto. (Obviamente tive que deixar a minha marquinha, apesar de ter esquecido de levar uma caneta apropriada). E continua sendo engraçado ver trechos das músicas dos Beatles pintados em cores tão contrastantes com a arquitetura clássica de Praga.

Chegar na Lennon Wall não é difícil: Você cruza a Charles Bridge, em direção ao Castelo de Praga, e depois vira à esquerda na rua Lázeňská. Daí você segue por 2 minutinhos, até chegar na Velkopřevorské náměstí (Grand Priory Square). Se quiser uma referência, o muro fica em frente à sede da Embaixada da França.

John Lennon Pub, restaurante/pub temático que fica a poucos metros do muro
John Lennon Pub, restaurante/pub temático que fica a poucos metros do muro

Almoçamos e fomos correndo ao ponto de encontro do Free Walking Tour. Começamos pelo famoso relógio medieval astronômico (e astrológico!) – Orloj.

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Em cima do relógio, tem duas janelinhas onde, em determinadas horas do dia, passam os 12 apóstolos. Então, se você notar uma certa aglomeração de pessoas, tenha certeza que logo logo os bonecos irão sair pra fazer seu showzinho.

Passamos pelas cinco áreas principais da cidade: Cidade Velha (Staré Mesto), Cidade Nova (Nové Mesto), Bairro Judeu (Josefov) e Malá Strana. Todas elas podem ser exploradas a pé. Pela história de Praga entende-se que quatro delas – a Cidade Velha, a Nova, Malá Strana e Castelo de Praga – eram pequenas cidades independentes e que foram unificadas em 1748 formando com o Bairro Judeu o que hoje chamamos de Praga.

Num resumo à moda do City tour, tem-se:

Cidade Velha: É o coração da cidade. Seu ponto principal é a Praça da Cidade Velha (Staromestské námestí), a partir de onde foram construídas casas e igrejas, criando um labirinto de ruas estreitas e tortuosas. Há muitas lojas de souvenirs e restaurantes. (E onde fica o relógio astronômico).

Malá Strana: É o lugar mais charmoso da cidade. Fica logo abaixo da colina onde foi construído o Castelo de Praga e hoje abriga a maioria das embaixadas de outros países na República Tcheca. Tem restaurantes descolados, lojinhas mais “cult” e ruelas agradáveis.

Bairro Judeu: Emblemático, como o próprio nome diz. Confesso que estranho um pouco manterem o nome assim, em tempos em que o politicamente correto é não segregar nada nem ninguém. Mas acredito que seja só por questões turísticas, pois o nome em tcheco é Josefov, em homenagem ao Imperador José II que combateu a discriminação, em 1784 (!). Isso mesmo! Ao contrário do que se possa pensar, o bairro não foi separado pelos nazistas. Na Idade Média eles já eram discriminados, sendo constantemente massacrados. Pouca coisa restou dessa época, pois os antigos cortiços do gueto judeu foram demolidos no início do século XX, por questões sanitárias. Restaram algumas relíquias como sinagogas e o cemitério judaico, atrações turísticas de primeira linha.

E esse foi o city tour. Sempre saio desses city tours com a sede de viajar mais! Como é bom conhecer todos esses lugares e suas histórias incríveis…

Mas o dia não acabou. À noite fomos a um restaurante medieval chamado Středověká krčma (Taberna medieval em tcheco). Que lugar incrível! O restaurante possui um ambiente em estilo medieval, apertado, escuro e com garçons que contribuem para criar o clima de taberna. Quando você terminar a sua primeira cerveja, os shows que te levam à era medieval começam. Fora a comida. Pedimos um prato que vinha com costelas (gigantes) de porco, sonho com elas até hoje. Maravilhosas! E a sua única opção é comer com a mão. Melhor impossível.

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No dia seguinte, fomos a uma cidadezinha bem próxima a Praga chamada Kutná Hora, onde se localiza o famoso Ossuário de Sedlec. A Capela dos ossos, como também é conhecida, é artisticamente decorada por mais de 40.000 esqueletos humanos.

Repare no grande lustre de ossos que fica no centro desta capela: o imenso lustre contém todos os ossos do corpo humano.

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Outra obra de arte impressionante é o brasão de armas da família Schwarzenberg, que também é feito de ossos humanos. Os Schwarzenbergs eram membros proeminentes da nobreza da Boêmia e alcançaram o posto de Príncipes do Sacro Império Romano.

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Brasão da família Schwarzenberg

Conta a história que em 1278 o Rei da Boêmia enviou o abade do mosteiro Cisterciens de Sedleč para Jerusalém.

Quando o abade voltou, ele trouxe consigo um frasco do solo de Gólgota, que era conhecido como o “Solo Sagrado”.

Logo as pessoas de todo os lugares desejavam ser enterradas em Sedleč, assim, o cemitério tinha que ser ampliado.
No século XV a capela gótica foi construída do lado do cemitério e seu porão foi utilizado como um ossário.

Os ossos ficaram por lá por séculos, até 1870, quando um entalhador chamado František Rint foi nomeado para colocar os ossos em ordem.

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Ossos artisticamente posicionados

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Além do ossuário, visitamos também a Igreja de Santa Bárbara (Chrám svaté Barbory), uma das igrejas góticas mais famosas da Europa Central, também tombada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

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Igreja de Santa Bárbara

Dali, caminhamos mais um pouquinho e paramos para um almoço no V Ruthardce, um restaurante muito bacana onde experimentei um prato típico tcheco que tinha um item famoso da cozinha tcheca, o Svickova.
É talvez o molho mais típico para a cozinha tcheca: Molho de natas com lombo. Preparar um bom molho de natas é o desafio até para um cozinheiro experiente. O prato é servido com bolos de massa levedada (knedliky), e mirtilo vermelho.

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Sem a menor dúvida, Praga é uma das cidades mais lindas em que já pisei! Voltei com fotos lindas (muito embora continue acreditando que nem a melhor delas refletiu exatamente a beleza da cidade), e cada vez que revejo as imagens, acabo suspirando! Suspiro com saudade, suspiro de felicidade, suspiro por pensar “Que sorte, já fui ali!”. E por fim, solto um suspiro esperançoso, de “Aaaaaah, mas uma dia eu volto!”…

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