Pisando em um terceiro continente: África!!!

Voltando de Paris, passamos um dia em Genebra, de onde no outro dia pegaríamos o avião rumo ao Egito! Genebra não me encantou tanto (além, claro, da vista linda dos Alpes suíços), talvez por ter ficado tão pouco tempo na cidade e ter sido muito corrido, ou já pelo cansaço que confesso que sentia, ou talvez pelo frio!

Em Genebra visitei a sede da ONU e a CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear).

No dia seguinte cedinho embarquei em direção a Hurghada, onde iniciei a minha tão esperada jornada pelo Egito!

Cheguei em Hurghada dia 02 de março, e pelo avião eu já via aquele mar azuuuuuulziiiiiinho, lindo de doer! Que emoção! Não conseguia acreditar que estava prestes a pisar no país que eu desde criança sonhava conhecer!

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Primeiro café da manhã em Hurghada: Maravilhoso!

Nesse primeiro dia eu só descansei, confesso que estava morta! Foi mais uma parada antes de seguir para o Cairo no dia seguinte, e retornaríamos pra Hurghada por último!

No dia seguinte seguimos para o Cairo de ônibus. Chegando lá, que cidade diferente! Todo aquele barulho e confusão típicos não me saem da memória. Logo ao sair do ônibus já vinham, claro, mil taxistas em cima da gente, uma confusão que eu nunca vou esquecer.

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Indo de Hurghada pro Cairo com essa vista incrível do Mar Vermelho!

Ainda pela janela do carro pudemos perceber o quão caótico, velho, sujo, pobre, e cheia de histórias e cultura o Cairo é! A capital do Egito é enorme e tem cerca de 20 milhões de habitantes em sua região metropolitana. Com tanta gente assim, acho que já dá pra imaginar que a coisa é meio caótica, né? Meio não, totalmente caótica!

Nós contratamos um guia chamado Sherif, que fala muito bem português, e foi a melhor coisa que fizemos. A viagem foi incrível graças a ele! No Cairo visitamos

Saqqara

Entrada 60 L.E. (± R$18,00)

O primeiro local que visitamos foi a Necrópole de Saqqara, onde se encontram diversas estruturas funerárias que abrigam desde nobres e faraós até seus funcionários que viveram entre os anos 3.000 a.C. e 950 d.C.

Aqui se encontram as primeiras pirâmides construídas no Antigo Egito, entre elas a mais famosa é a pirâmide de Djoser, conhecida também como pirâmide de degraus ou escalonada.

Diferentemente, das pirâmides de Giza que são lisas, as paredes das tumbas de Saqqara são repletas de desenhos e inscrições que descrevem, com grande riqueza de detalhes, a rotina do antigo Egito.

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Pirâmide de degraus em Saqqara
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Complexo funerário de Djoser, rei da III dinastia egípcia, com a sua conhecida pirâmide de degraus

A pirâmide de Titi parece apenas um amontoado de terra, mas, internamente, é uma das mais bonitas e bem preservadas de todo o Egito. Também é possível entrar na pirâmide. Pra isso é preciso descer uma escadaria e atravessar um corredor, praticamente agachados. Lá embaixo, algumas paredes também são todas “decoradas”, mas, de uma maneira geral, não tem muito a ser visto não. Mas vale a descida pela sensação de estar dentro de uma pirâmide!

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Pirâmide de Titi

Tá achando que é moleza entrar numa pirâmide?

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Dentro da pirâmide de Titi

Pirâmides de Gizé

Entrada 60 L.E. (± R$18,00)

Um dos momentos mais esperados de toda viagem ao Egito é estar cara a cara com as grandes pirâmides de Giza (ou Gizé), um dos mais interessantes e importes complexos funerários do antigo Egito. O famoso trio de pirâmides foi erguido ao longo de 3 gerações a mando dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, respectivamente pai, filho e neto.

A visita às pirâmides, a única das 7 maravilhas do mundo moderno que ainda resta, é realmente  algo emocionante e indescritível! Eu fiquei encantada, achei aquilo tudo tão surreal que às vezes até fico na dúvida se realmente estive lá! Rs

Sei lá, fiquei com a sensação de ter ficado pouquíssimo tempo, mesmo tendo ficado umas boas horas. Mas acho que estava mais preocupada em não cair do camelo do que tudo! (Que nervoso de subir nesse bicho! Ele era tão gigante! Jurei que ia me espatifar no chão, haha).

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Esfinge de Gizé

Mesquita de Muhammad Ali

Entrada 50 L.E. (± R$15,00)

A Mesquita de Muhammad Ali foi construída entre 1830 e 1857 – super novinha se tratando do Egito – dentro da Citadela de Salah Al-Din e no alto da colina de Ali-Mokattam, o que proporciona uma bela vista da cidade. Também conhecida como “Mesquita de Alabastro” (por ser revestida por essa pedra), a Mesquita de Muhammad Ali tem mais de 80 metros de altura e é super fotogênica! Para entrar na Mesquita é necessário tirar os sapatos. Você pode optar por andar descalço ou comprar um daqueles saquinhos de TNT, vendido na porta por 1 dólar. Além disso, as mulheres devem estar com pernas, ombros e braços devidamente tampados.

O interior da Mesquita é liiindo e dá vontade de ficar ali, horas só observando tudo, os enormes lustres, os tapetes ainda originais e todo o interior ricamente decorado. E, logo na entrada principal, está o túmulo de Muhammad Ali, em mármore branco.

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Mesquita de Muhammad Ali
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Interior da mesquita de Muhammad Ali: Lindo demais!

Museu Egípcio do Cairo

Entrada 60 L.E. (± R$18,00)

A entrada para a Sala das Múmias é paga à parte 100 L.E (± R$30,00)

O museu é uma coisa sem explicação! São tanto tesouros, tantas peças, tantas riquezas e tanto desleixo que chega a dar dó. É coisa demais pra espaço e organização de menos… como tudo no Cairo! Ainda assim, é um dos mais fantásticos museus do mundo inteiro! Vale muitíssimo a pena a visita! E prepare-se para gastar horas lá dentro, especialmente se estiver com um guia para te contar as histórias das principais peças e te levar aos principais locais, porque, convenhamos é praticamente impossível ver tudo detalhadamente.

Infelizmente, não é permitido tirar fotos no interior do museu. Você terá que deixar sua máquina fotográfica num guarda volumes, próximo ao portão de entrada.

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Museu Egípcio do Cairo

Depois do Cairo, seguimos de trem para Luxor! E que viagem longa. Luxor é a Disneylândia dos apaixonados por história e está localizada há 670 km ao sul do Cairo, sobre a antiga Tebas, a rica capital do império egípcio. Dividida pelo rio Nilo entre a cidade dos vivos e a cidade dos mortos, Luxor guarda os maiores mistérios do apogeu desta civilização. Suas tumbas, templos, monumentos e estátuas são o testemunho das grandiosas conquistas do homem antigo, que começaram a ser erguidas no ano de 2100 a.C.!

Infelizmente eu passei mal no nosso primeiro dia em Luxor, mas faz parte! Hehe. No segundo e terceiro dia, pude conhecer o Deir El-Bahari e o Vale dos Reis.


Templo de Hatshepsut ou 
Deir-el-Bahari

É o complexo funerário de alguns faraós, dentre eles, Hatchepsut, a rainha que se “transformou” em homem para legitimar seu reinado como tal.  Hatchepsut foi uma grande esposa real, regente e rainha-faraó do Antigo Egito, sendo a primeira mulher faraó do Egito. Nem preciso dizer que amei esse lugar, ainda mais por sua história. Girl power! Haha. As obras tiveram início no ano de 2050 a.C e além do moderno design em terraços com aproveitamento da bela falésia, possui baixos-relevos que contam a história da vida de Hatchepsut, incluindo uma expedição à Somália. Dizem que Hatchepsut foi assassinada pelo seu enteado, que depois da sua morte mandou apagar todas as imagens dela dos templos!

Em 1998, 60 turistas foram mortos num ataque terrorista ao local. Depois deste triste episódio, o policiamento foi fortemente aumentado e agora, o maior inimigo dos turistas que o visitam, é mesmo o sol.

Vale dos Reis

Após inúmeros saques nas tumbas reais (já era inclusive tido como profissão na época), o faraó Tutmósis decidiu no século XIII a. C construir sua tumba de maneira escondida, evitando que sua paz eterna fosse incomodada pelos saqueadores. Desta maneira surgiu o Vale dos Reis, que desde então passou a guardar em tumbas subterrâneas as múmias dos faraós e toda a sua riqueza. Apesar disto, todas elas foram saqueadas algum dia ao longo da história, exceto a de Tutankamon, que foi encontrada intacta no século XVIII pelo arqueólogo Howard Carter. Ainda hoje acredita-se que existem tumbas não exploradas e por este motivo o trabalho de escavação é contínuo. Ao todo já foram levantadas quase 150 tumbas, que vão desde uma única câmara até complexos subterrâneos de 120 câmaras. Em geral as paredes são decoradas com afrescos que contam a história da vida do faraó, desde o nascimento até (e após) a morte. Em 1979, o vale, junto com toda a necrópole, se tornou um Patrimônio Mundial da UNESCO. Exploração, escavação e conservação continuam no vale, como também o turismo.

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Entrada do Vale dos Reis

Colossos de Mêmnon

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Os Colossos de Mêmnon são duas estátuas enormes de pedra localizadas na margem oeste do rio Nilo, em frente à moderna cidade de Luxor, no Egito. As estátuas são incrivelmente altas, possuem cerca de 18 metros de puro quartzito. Eles representam o faraó Amenhotep III, que reinou o Egito antigo cerca de 3.400 anos atrás.

As estátuas gêmeas permanecem sentadas, com as mãos descansando sobre os joelhos e olhando para o leste em direção ao rio. Eles ficavam no portão de entrada do templo memorial de Amenhotep, construído durante a vida do faraó, onde foi adorado como um Deus.

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Foi o maior templo construído do Egito, embora muito pouco do templo permaneça até hoje. Inundações anuais do Nilo destruíram suas bases até que, finalmente, os faraós decidiram demolir todo o templo e reutilizar os blocos de pedra para outros edifícios. As estátuas foram poupadas, mas ficaram muito arruinadas.

Templo de Hórus

O Templo de Edfu, ou Templo de Hórus, além de ser um dos mais conservados do Egito, está localizado num dos principais pontos de passagem das antigas caravanas. Por ter sido o local de culto do deus Hórus, a cidade ficou conhecida como cidade de Hórus no passado. Mais tarde, na época greco-romana, a cidade passou a ser conhecida como Apollnopolis Magna (a grande cidade de Apollo) depois que os gregos igualaram Hórus à Apollo na mitologia. O Templo esteve durante séculos coberto de areia, por isso o excelente estado.

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E o Deus Falcão Hórus está presente em cada detalhe!

O Templo de Hórus possui impressionantes 36 metros de altura!

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Nos muros estão gravados os rituais, cerimônias e costumes do Egito Antigo

Próxima parada: Hurghada!

Depois de Luxor seguimos para nossa última parada, Hurghada. Ficamos em um resort 5 estrelas simplesmente maravilhoso que se chama Desert Rose Resort, que curou todas as minhas dores no pé de tanto andar nesse Egito de Deus! Hahahaha. Lá pude tomar um banho no Mar Vermelho… E que saudades que eu tava de uma água salgada!

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PRAIA!!!


Dia 13 de março peguei o avião pra Bruxelas, na Bélgica, onde ia continuar minha maratona de 24 dias viajando!

Escrevendo esse post fazendo já 4 meses da minha viagem e faltando apenas praticamente 1 mês pro fim do intercâmbio, que saudade que deu! Bom, a gente só sente saudade do que foi bom, né? Muito feliz por ter realizado esse sonho da Juliana lá de trás no ginásio quando estudava sobre os Deuses do Egito!

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